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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Setup #11


Show com Dannilu

Dannilu é um dos maiores contratenores do país. Seu show visita a música clássica mesclada à música brasileira e ao pop. Essa foto é do set que utilizei em nossos shows em Aruba (Caribe).

Sobre o Kit

Por esse trabalho ser realizado fora do Brasil, levei somente o necessário de instrumentos pessoais. Sempre é bom se precaver, então acertamos em contrato o que teria disponível para mim no dia. 
O som de Dannilu alterna entre momentos de lirismo e muita delicadeza nos arranjos para momentos extremamente dançantes. Utilizei a caixa na maioria das canções "eruditas", fraseado de caixa clara, rufos e crescendos. As congas serviram tanto para as canções mais pops, como também para simular tímpanos. Para isso, usei baquetas especiais. Pratos, cowbells, blocks, efeitos de chaves e sementes e pandeirola, foram usados em praticamente todas as música. Uma das canções era uma Guarânia e para ela me utilizei de pandeiro, tocando um ritmo sincopado em 3/4. Dannilu possuiu também algumas canções tradicionais do repertório afrobrasileiro. Para elas utilizei ora sozinho e ora junto às congas, o Djembe. E para finalizar, fiz intervenções com cajón e bongô, mas que não estavam ainda disponíveis para mim quando essa foto foi tirada (passagem de som).

Mostro, dessa forma, que cada situação musical que trabalhamos fica sempre com mais qualidade quando montamos um set sob medida para o trabalho. Considerando o estilo musical, a formação do grupo, o local do show e até mesmo a personalidade do artista, para quando estamos trabalhando como sideman.


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Set-Up #9


Show com Dannilu - Bourbon Street

Um dos maiores contratenores do país, Dannilu tem estilo enérgico e virtuoso de cantar. Seu trabalho abraça a música erudita, o regional brasileiro e o pop. Um set extenso, com várias possibilidades de timbre e efeitos se faz necessário.

Sobre o Kit

A formação para acompanhar esse show foi: violão, guitarra, teclado, violino, programações, backing vocals e percussão. O baixo e a bateria, por flertarem com o pop eletrônico eram programados. Para esse tipo de trabalho é primordial ter um bom timming e saber tocar com metrônomo, sem perder a fluidez.
Em cima do cajón (instrumento afro-peruano), você pode ver o fone junto a um amplificador de sinal, que deixa o retorno da banda e o volume do metrônomo independentes e controlados por mim. Usei 2 Crashes (18" e 16"), 1 China (16") e 1 Splash (08") para efeitos, marcações e rulos, principalmente com baquetas de feltro.
A caixa nesse trabalho é tocada ora como caixa clara de orquestra, com rufos e frases rítmicas marciais, com baquetas de madeira tradicionais e ora mais jazzy, com o uso de vassourinhas. Os blocks, cowbells, roda de chuva, talking drum, molho de sementes e de chaves, foram usados para marcações e efeitos, assim como os instrumentos que estão em cima da mesa de percussão: shakers, molho de unha de cabra, triângulo, clave, queixada e pandeirola. Restaram então aos tambores (bongô, congas, cajón e djembe), dar todo o peso percussivo que o trabalho necessitava, além de imprimir também uma característica mais tribal ao som da banda, pois muitos grooves eram de influência afro-brasileira. Semanas depois, estávamos com esse show no exterior, tendo a oportunidade de viajar para a Colômbia e Aruba.

Mostro, dessa forma, que cada situação musical que trabalhamos fica sempre com mais qualidade quando montamos um set sob medida para o trabalho. Considerando o estilo musical, a formação do grupo, o local do show e até mesmo a personalidade do artista, uma vez que estamos trabalhando como sideman.