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terça-feira, 23 de abril de 2013

Setup #13


Set para Fusion e Brazilian Jazz

Na música jazzística instrumental, o conceito de tocar em grupo é elevado ao máximo, pois embora exista em cada música  uma estrutura fixa (o tema), a tônica é a improvisação. Sendo assim, ouvir a todos com atenção, reagindo conforme o que a música pede, é primordial. Não é o tipo de música para aplicar frases prontas, estudadas. A música se desenvolve no momento e estar focado e atento ao momento é o desafio nessas gigs.

Sobre o Kit

A escolha para esse tipo de trabalho é muito pessoal, às vezes mais influenciado pelos músicos que estarão tocando na gig do que o repertório a ser executado. Nesse dia, o show foi um dos últimos da turnê de lançamento do CD "Silvio de Campos Quarteto". Por esse motivo, num clima de comemoração, usei um kit um pouco maior do que o habitual que faço nesse tipo de trabalho. Os tambores foram: 2 tons (10" e 12") 2 surdos (14" e 16"), 2 caixas de 14", sendo que a caixa à esquerda ficou sempre com a esteira desligada, para explorar diferentes timbres. Simplifiquei nos pratos, um chimbal com timbre mais agudo, de 13" e dois rides de 20", novamente em função de mudanças de timbre, acoplei as famosas correntinhas no ride da esquerda, para um som contínuo. Para finalizar e dar um colorido percussivo, é possível ver um cowbell ao centro da bateria e um agogô à direita. Uso-os bastante nas levadas de música afrobrasileira.

Mostro, dessa forma, que cada situação musical que trabalhamos fica sempre com mais qualidade quando montamos um set sob medida para o trabalho. Considerando o estilo musical, a formação do grupo, o local do show e até mesmo a personalidade do artista, para quando estamos trabalhando como sideman.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Gravações no SoundCloud




Olá amigos!

Divulgando meu trabalho como músico de estúdio, segue uma faixa do CD "Sentidos", da cantora Simone Pelissari. Álbum lançado aqui e nos EUA, onde gravei bateria e percussão. Essa faixa do link abaixo é uma ciranda estilizada: ritmos nordestinos inseridos no pop.

https://soundcloud.com/brunobalan/ciranda-da-gente

> fica o meu contato para orçamentos em gravações como baterista e percussionista: b_balan@hotmail.com

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

CD gravado por Bruno Balan é lançado nos EUA.


Olá amigos!!
Divulgo com muita alegria uma excelente crítica de um CD que gravei bateria e percussão. Trata-se do CD "Sentidos", um trabalho de música brasileira (samba, ciranda, bossa), da cantora Simone Pelissari. Em breve algumas faixas estarão disponíveis no meu SoundCloud.
abraços,
Bruno Balan

(www.soundcloud.com/brunobalan)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Gravações no SoundCloud

Olá amigos!

Divulgando meu trabalho como músico de estúdio, segue uma faixa que gravei bateria, no CD "Silvio de Campos Quarteto". É um tema instrumental, a parte A é um maracatu estilizado e a parte B é um baião. No fim da música ainda há um improviso de bateria.

LINK: https://soundcloud.com/brunobalan/sert-o-paulista


Aos interessados em gravar CD, DVD, Singles ou Jingles, é só mandar um e-mail para b_balan@hotmail.com para obter o orçamento.



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Set-Up #8


Show com Simone Pelissari

O set de bateria é de Eduardo Guarinon, o de percussão é o meu. Lançávamos na época o álbum "Segredo", da cantora Simone Pelissari. O show foi todo calcado na música brasileira e no latin-jazz. A banda era formada por: voz, violão, teclado, baixo, bateria e percussão.

Sobre o Kit

Começando pela bateria, as escolhas foram para deixar o som enxuto, focado no groove. Bumbo, caixa, 1 tom e 1 surdo. Chimbal, Crash e Ride e para complementar, 1 tamborim e 1 cowbell acoplados.

Nesse caso, coube à percussão dar um colorido às levadas sólidas do excelente baterista presente. Para isso era necessário trabalhar com uma variedade grande de timbres e superfícies percussivas.
Os instrumentos de corpo foram: 2 congas, 1 pandeiro de nylon e outro de couro, 2 tamborins (1 suspenso por clamp e outro solto) e repique de mão. Utilizei 1 crash de 16" e 1 splash de 06" para acentuar partes das músicas junto ou em contraponto ao baterista. E pra finalizar o set, efeitos percussivos de ornamento: molho de chaves, molho de sementes, ganzás, caxixis, agogô, cowbell e 2 blocks.

Mostro, dessa forma, que cada situação musical que trabalhamos fica sempre com mais qualidade quando montamos um set sob medida para o trabalho. Considerando o estilo musical, a formação do grupo, o local do show e até mesmo a personalidade do artista, quando estamos trabalhando como sideman.


sábado, 4 de agosto de 2012

Set-Up #7


Projeto "Tributo à Bob Marley"

Esse set foi usado para o tributo ao mestre do reggae, Bob Marley, pelo SESC Consolação (SP). Dividi o palco com a cantora, instrumentista e compositora Olivia.

Sobre o Kit

Como esse show tinha apenas 2 pessoas no palco, toda a seção rítmica ficou ao meu encargo. Montei um set que me possibilitaria os timbres e nuances do reggae, tanto pela bateria quanto pela percussão. É a famosa Percuteria.
Chimbal de 13", Crash de 18", Splash de 10" e Ride de 22" foram as opções quanto a pratos, um mix de pratos bem secos e agudos com um crash bem potente e com muito decay. 
Como bumbo, usei uma Alfaia de 16", afinada bem grave. Para os tambores, usei um tom de 08" e um surdo de 14", novamente, assim como nos pratos, tendo possibilidades bem agudas no tom e graves e com muito sustain no surdo. Utilizei 2 caixas, a da esquerda permaneceu sempre com a esteira desligada, para simular um timbale, a caixa da direita ora funcionou sem esteira, ora com, de acordo com o repertório.
Para complementar, mais algumas peças de percussão tradicionais no Reggae: 2 blocks, 2 cowbells e diversos molhos de efeito de sementes. Ao fundo ainda é possível ver um djembe, instrumento que toquei em 2 músicas, isolado da percuteria.

Mostro, dessa forma, que em cada situação musical que trabalhamos fica sempre com mais qualidade quando montamos um set sob medida para o trabalho. Considerando o estilo musical, a formação do grupo, o local do show e até mesmo a personalidade do artista, quando estamos trabalhando como sideman.




quarta-feira, 30 de maio de 2012

Set-Up #5


Show com o guitarrista Silvio de Campos

Esse foi o set que usei para lançar o CD autoral de Silvio. Mês passado publiquei a foto do kit da gravação. Para os shows, defini esse set mais enxuto, que me possibilitou tocar tranquilo os sambas, baladas, maracatu, baião e jazz presentes no disco.

Sobre o Kit

Essa é uma batera de medidas bem reduzidas: Bumbo 18", Caixa 14", Tom 10" e Surdo 14". Além das medidas, a escolha por peles porosas na batedeira (inclusive no bumbo) me possibilitou ter um ótimo controle de dinâmica, ferramenta fundamental para um trabalho de música instrumental. 
Utilizei 3 pratos de características bem brilhante, de fina espessura e de sonoridade bem aberta (Chimbal 14", Crash 16" e Ride 20"). Para contrastar, adicionei um Ride de 22" com uma grande e poderosa cúpula. Esse prato tem uma sonoridade bem dark, seca, com extrema definição dos toques da baqueta. E para obter um molho extra nas levadas mais sincopadas, utilizei um cowbell, logo acima do bumbo.

Sobre as baquetas, também houve uma preocupação com timbres e dinâmicas. Foram usadas baquetas com ponta de madeira, ponta de nylon, vassourinhas e baquetas com pontas de feltro. Em algumas músicas as famosas "correntinhas" também foram utilizadas no Ride de 20".
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Em breve no SoundCloud, posto músicas desse disco.

abraços,
Bruno


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Música é Profissão



Já vi inúmeras campanhas sobre a valorização do músico. Resolvi criar a minha, no tom "brincadeira com fundo de verdade".
Um dia é pela cerveja na festa, outro dia é um show, quando ver está gravando um CD de graça, ou por muito pouco. Música é Profissão! Cabe a nós sermos diferenciados e capacitados o suficiente para nos tornamos indispensáveis, sob o ponto de vista da QUALIDADE. Assim, quando não nos oferecerem um valor justo, deixa a galera do "50 conto" fazer. O artista ou a casa de show vão passar vergonha na maioria daz vezes e lembrarão que pra ter QUALIDADE, há de se investir no ramo, ou viverão no amadorismo. Se esta for a opção deles, está tudo certo, mas não estudamos tanto pra compactuar com isso. E pra finalizar, sem radicalismo, a arte pela arte é outra história. Há situações... em que não há muito ou nenhum dinheiro envolvido, mas a música ou as pessoas que estão presentes nos elevam a mais que isso. A gente sabe quando isso acontece e faz por espontânea vontade e de coração, será um aprendizado de vida. Se futuramente surgir uma bela grana ou convites para acompanhar o João Bosco(!) a partir disso, foi consequência, não era o foco, o foco era ARTE. É bem, mas BEM diferente de alguém que quer te contratar para um serviço e não quer pagar um valor justo. Aí, relembrando as campanhas que já vi por aqui, tente isso ao pagar a prestação do seu carro, ao ir ao restaurante, ao contratar o encanador... "Vou colocar teu nome aqui no cano, vai ser bom pra divulgação, mas não posso te pagar". Não vai rolar, né? Todo ser humano tem contas a pagar, mas além disso, quer ter uma vida tranquila e confortável, sem privações. Se você escolheu a música como profissão (não importa se você é do METAL ou do JAZZ), você também merece isso! Valorize o seu trabalho!

Essa é apenas minha opinião, sigo o que está escrito acima.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Estratégias para um Jogo Sério

Olá amigos!

Apresento um texto que originalmente foi escrito para o site "O Baterista", em 2011. Reflete sobre a profissão de músico.




ESTRATÉGIA


Sempre gostei de um jogo de tabuleiro chamado WAR. Sim, aquele jogo de estratégia, no qual temos que conquistar os continentes do mundo (Europa, Ásia...). Vence o participante que primeiro conquistar os continentes solicitados na sua carta OBJETIVO. 
O que isso tem a ver com bateria? Nada, vamos mudar de assunto.
Brincadeira! É que percebi que podemos tirar algumas lições dele para a nossa prática do instrumento... (Quem não conhece não precisa se preocupar, pois vou falar das associações que fiz sem me ater a regras muito específicas).
Como introdução ao assunto, destaco a palavra JOGO. Quando alguém propõe: “Ei, que tal jogarmos...”, provavelmente a ideia será divertida. É exatamente assim que me posiciono com relação ao meu instrumento, costumo dizer que eu “jogo” bateria. Diverte, me faz aprender, aperfeiçoa a minha coordenação motora, o meu raciocínio. Mas assim como no WAR (olha ele aí de novo), não entro pra perder, mantenho o foco no meu objetivo, me esforçando para render o meu melhor e alcançar as metas estabelecidas. 

E Começa a Partida

Sem objetivo não temos como começar o jogo, então vamos supor que o meu é conquistar a Ásia e a América do Sul. O que fazer? Vamos com tudo e com força total rumo à conquista desses continentes? Não é tão simples assim. É claro que essa é a minha meta, mas tenho que saber ser EQUILIBRADO e FLEXÍVEL, senão meus exércitos que estão em outros continentes ficarão muito vulneráveis a ataques e assim, sem uma força em conjunto, viro presa fácil e sou eliminado:


Análise 1 – planejando uma carreira como baterista profissional

Para conseguirmos alcançar nossos objetivos de criar uma carreira musical sólida e duradoura, é importante que consigamos reunir um conjunto equilibrado de habilidades. Bateristas que sabem fazer mil truques com as baquetas, mas não conseguem extravasar a sua musicalidade, transformando técnica em música; ou bateristas que querem ser especialistas em jazz (um exemplo) e sendo assim só vão estudar jazz, estão em desvantagem nesse “jogo”. No primeiro exemplo será difícil algum grupo ou cantor querer trabalhar com alguém que imprime um groove desconfortável para a banda, sem musicalidade. No segundo exemplo, a rigidez de postura pode levar esse perfil de baterista a perder oportunidades que poderiam trazer justamente a tão sonhada gig de jazz! Sabe aquela história: vai rolar um som com uma cantora bem conceituada na área do samba e sabe quem vai ser o guitarrista? Um grande nome do jazz que poderia curtir o teu som e oferecer trabalhos na área que você mais gosta. Mas foi outro batera no lugar, pois você não sabe nada de samba.
Concluindo, faltou uma visão global do que é ser um baterista que vive de música a esses dois perfis, faltou-lhes flexibilidade. É importante definir em qual terreno você quer se especializar, se sente mais à vontade e quer se destacar, porém é importante ter um bom conjunto de atributos, uma base sólida para a casa não cair um dia.

Muito bem, voltando ao jogo, me concentrei então em fortalecer os meus exércitos antes de partir com tudo a um ataque mais radical. Rodada após rodada fui acumulando o máximo de força possível para conquistar meu objetivo, mas aí começaram a me atacar e estou prestes a perder o jogo... Pergunta clássica: “Aonde foi que eu errei”? Faltou OUSADIA e COMPETIVIDADE:


Análise 2 – aplicando o conhecimento

De nada adianta eu ter a discografia inteira do Billy Cobham se for ouvi-la somente quando estiver no computador conversando com meus amigos pelo MSN. Ou então gastar horas baixando dezenas de vídeo-aulas da internet pra depois ficar assistindo enquanto como pipoca. Colecionar é hobby, demonstrar aos amigos um conhecimento musical apurado é cult, mas... Vamos juntar nossos melhores discos, os melhores play-alongs, vídeo-aulas e métodos e vamos à luta! Se não arregaçarmos as mangas e encararmos o fato de que tocar bateria vai exigir esforço e dedicação de nossa parte, nem adianta reclamar depois que ninguém te chama pra tocar em uma gig legal. Não cabe nesse texto discutir o papel da música como uma forma de arte. Ela é e ponto final. Mas não sejamos ingênuos, a música também está inserida no contexto “mercado de trabalho”. Sendo assim, há e é importante que exista a competição. Desde que entendida como uma manifestação saudável, a competição nos dá motivação para ir mais longe, superar limites, ousar mais, para que assim nos destaquemos ante a uma quantidade enorme de profissionais da nossa área.
Já que só falar também é muito fácil, vamos a um exemplo prático. Veja o DVD “Acústico MTV” da Marina Lima e vejam quem está tocando bateria. Não é aquele cara da pipoca aí de cima não... É o Cuca Teixeira. Agora vejam o DVD “Segundo” da Maria Rita. Será que resolveram dar uma chance pro nosso amigo? Não, também é o Cuca Teixeira. Ah, mas nosso amigo é um cara “malandro e persistente”, tentou uma audição pra banda da Paula Lima. Será que a sorte colaborou agora? É só ver o DVD “Samba Chic” da Paula pra tirar a dúvida... Lá está o Cuca novamente! Panelinha? Não mesmo. Competência, estudo sério, compromisso com a profissão, isso sim que é malandragem, e é isso sim que favorece a sorte.

No desenrolar da brincadeira estava até me restabelecendo no jogo, aí um tio meu que estava por lá veio ver quem estava mais perto de conquistar o objetivo e gentilmente me disse que se continuasse naquele caminho ia perder. Agradecido, mudei a ESTRATÉGIA e 3 minutos depois fui eliminado; ele nem viu, pois já estava de saída para ir ao shopping:


Análise 3 – seguindo o seu próprio caminho

De maneira nenhuma estou propondo que nos revoltemos contra o mundo e sigamos rumo ao desconhecido, sem dar atenção a nenhuma opinião alheia. Mas é importante termos critérios antes de acatar ou não um conselho. Por que não ouvir a opinião de um tio sobre um problema amoroso? Por ser mais experiente, quem sabe ele não pode me ajudar e esclarecer questões que sozinho não consegui enxergar... Agora se ele vier com um papo de que música não dá futuro, que experiência ele tem nisso pra poder afirmar, sendo engenheiro mecânico? Vamos supor que desanimo, paro com meus planos e vou estudar advocacia, pois “é mais seguro”. Desgostoso da vida, torno-me um profissional medíocre, infeliz e desse jeito, constantemente desempregado ou ganhando mal, pulando de emprego em emprego por minha incompetência na área. A culpa disso tudo é desse tio ou minha? Minha, claro, pois por mais que tenha sido com boa intenção, o conselho dele não tinha base nenhuma e mesmo assim EU resolvi ir atrás.
Não importa qual carreira a ser seguida, temos que nos espelhar e buscar auxílio com profissionais que conseguiram obter êxito na profissão em questão. Claro que ninguém dará uma receita mágica para o sucesso (ela não existe), mas podemos obter orientações, conselhos e dicas valiosas pra começarmos a trilhar nosso caminho. A partir daí, trabalho, trabalho, trabalho. As dificuldades não são um privilégio da profissão de músico, portanto se é isso que você quer, melhor que seja difícil porém prazeroso, do que difícil e frustrante; as chances de darem certo são bem maiores assim. Fugir de conselhos de pessoas pessimistas que se colocam no papel de vítima também é uma boa ideia. Realmente, como disse Guimarães Rosa, “viver é muito perigoso”, então nada de ficar reclamando sem fazer coisa alguma pra melhorar, primeiro faça depois veja o que acontece.



Com certeza outras análises podem ser feitas em cima do WAR, o que renderia muito mais assunto. As minhas foram essas três e representam a minha opinião, agora está na hora de tocar, tanto pra mim quanto pra você! 


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Cursos Intensivos

Fiquem ligados!

Em julho teremos uma série de Cursos Intensivos! Serão temas específicos, abordando bateria, percussão e percuteria. Para todos os níveis haverá um curso. A partir de maio começo a divulgação dos temas e as inscrições.

abraço,
Bruno Balan

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Set-Up #4


Gravação do CD "Quarteto", do guitarrista Silvio de Campos

Trabalho de música instrumental brasileira, calcado na forma JAZZ de se tocar, ou seja, com muita improvisação com todos tocando juntos, gravando ao vivo. No CD há sambas, maracatu, baião, jazz em 3/4... Essa gig fez vários shows nos clubes de jazz de São Paulo, que foi aonde aprendíamos as músicas que seriam gravadas. Ao chegarmos no estúdio, estávamos todos seguros com os temas, então o álbum foi gravado em apenas um dia, metade das músicas no 1o take, algumas no 2o e apenas uma fizemos 3 takes de gravação. A formação foi: guitarra, baixo, sax e flauta, bateria.

Sobre o Kit

Minha intenção foi montar um kit híbrido, com algumas peças de percussão acopladas para manter a concepção brasileira dentro dos arranjos jazzísticos. Explorei  timbres com baquetas de madeira, madeira com ponta de nylon, vassourinhas e baquetas de feltro. 

Tambores

Utilizei a seguinte configuração: Bumbo 22", Tons de 10" e 12", Surdo de 14" e 2 Caixas, uma de 14"x5,5" e outra de 14"x8". O mínimo que levo para gravar um cd em estúdio são 2 caixas! Possibilidades de timbres diferentes em cada faixa e mudanças de afinação sempre me agradam. Nesse álbum, especificamente, havia músicas bem leves alternadas com umas bem pra frente e mais pesadas. Trabalhando com mais de uma caixa, ficou mais fácil atingir a sonoridade ideal.

Pratos

7 pratos, sendo 4 de condução! O foco estava em apoiar a banda de forma segura, "quebrar tudo" só quando a música pedia. Se a proposta é de improvisação coletiva, ao vivo, não poderia prever que ia quebrar tudo. O ego ficou em casa e cheguei preparado para oferecer diversos timbres de condução diferentes, podendo variar de acordo com a música ou de acordo com os solos de cada instrumentista. O set ficou assim: Hi-Hat de 14", de som dark, definido e com boa projeção; Ride de 20" dark, bem seco, atingindo excelente definição de ping de baqueta; Ride de 20" de sonoridade brilhante, bem melodioso e que coloquei a famosa correntinha para ter aquele som contínuo de "wash"; Ride de 22" híbrido, variando entre o dark e seco e entre brilhante e extremamente aberto, pra somar, uma cúpula avantajada, com som penetrante e definido; Crash de 16" brilhante, de fina espessura com ótima projeção e decay médio; Splash de 06" sobre o Crash, brilhante e com projeção alta, utilizado para efeitos e ataques em convenções e um Splash de 10", dark com decay longo, ótimo para ataques com a mesma função de um Crash.

Peles

Peles de filme simples e transparente em todas as peles de resposta, exceto no bumbo (pele preta). Nas batedeiras, filme simples e porosas na caixa, sem reforço central, para não atrapalhar a movimentação das vassourinhas. Nos tons e surdo pele simples transparente e no bumbo, pele dupla.

Percussão

Tamborim, Cowbell e Agogô, todos acoplados à bateria através de clamps.


Microfonação

Bumbo> 1 mic na pele batedeira, próximo do bumbo e 1 mic no furo do bumbo que faço sempre no centro da pele.
Tons e Surdo> 1 mic em cada tambor
Caixa> 1 mic por cima e 1 mic embaixo para captar frequências da esteira.
Hi-Hat> 1 mic por cima
Overs> 3 mics de over. 2 na frente da batera, por cima, à esquerda e direita. 1 mic atrás do meu banco, exatamente no meio bateria, sobre a minha cabeça.
Ambiência>> 2 mics nos cantos da sala, próximos ao chão e 1 mic no centro da sala, próximo ao teto.



Aqui no SoundCloud, você pode conferir uma faixa do disco!
https://soundcloud.com/brunobalan/sert-o-paulista

abraço,
Bruno

sexta-feira, 30 de março de 2012

Motivação






Fechando as atualizações desse mês, escrevo sobre um tema que sempre acaba rolando em forma de dúvida nas aulas que ministro: a importância do estudo constante.

Perguntas como "quantas horas tenho que estudar", "o que e como estudar", "se tem que estudar todo dia, inclusive sábado e domingo"...

Não existe uma resposta padrão para essas questões, assim como não existe uma fórmula mágica que nos trará fama, dinheiro e a velocidade do Dennis Chambers...

Logicamente, quanto mais tempo em cima de nosso instrumento, melhor. Estudar, ensaiar, gravar, fazer shows são formas de aprendizado e evolução. Mas em vez de pensarmos em termos de horas, acredito que devemos pensar em como ter Motivação para encarar essa maratona. Dessa forma, trazemos à tona aquela famosa Lei de Atração do Universo, pois se o que você mais quer é tocar meu instrumento com excelência, mais você mesmo vai criando condições para isso. Você vai se disciplinando, cortando aquelas horas a esmo perdidas na Internet(!) e tirando forças para superar suas barreiras e dificuldades, através de um planejamento organizado (e não caótico) de estudo!

Está vendo como estar motivado é importante? Você se apaixona pelo seu instrumento e sempre irá querer passar um longo período com ele.

Até aqui tudo certo, mas como a vida imita a arte (ou vice-versa), às vezes perdemos a paixão por aquilo que antes desejávamos e o "praticar" nosso instrumento vira um fardo, por vezes até um pesadelo.

Penso que uma boa forma de mantermos ou recuperarmos nossa motivação é LEMBRARMOS o início de nossa história com o instrumento. O que é que nos dava aquela vontade insana de tocar e tocar por horas, sem pensar em nada mais.

É bem provável que com essa lembrança, você tenha um novo fôlego para praticar o seu instrumento!

Eu por exemplo sempre recorro ao álbum que me fez querer tocar bateria: Made In Japan, do Deep Purple. Ouvir esse disco me faz querer ir correndo para a bateria, praticar músicas, estudar técnica, fazer solos de batera de 15 minutos!

Enfim, fica aqui uma dica que costuma funcionar comigo. Mas além dela tem uma ferramenta importantíssima que não é tão valorizada no Brasil, mas hoje estamos com altíssimo nível: o Professor! MUITOS, eu disse MUITOS dos meus bateristas preferidos estão conciliando os shows com aulas particulares, numa boa e aprimorando e inserindo novos profissionais no mercado. Ah sim, ministro aulas de bateria, percussão e percuteria aqui no Instituto, mas a recomendação é: pesquise. Localização, proposta, preço, sintonia, tudo isso pode contar ao nos decidirmos fazer aulas com alguém. Marque uma entrevista sem compromisso com profissionais que você tem interesse de fazer aulas!




grande abraço e até a próxima,
Bruno Balan

sexta-feira, 23 de março de 2012

Bruno Balan - Bateria e Percussão



Salve galera!!
E com esse fica encerrado o primeiro ciclo dos vídeos que gravei demonstrando alguns estudos de bateria e percussão. O blog terá outras novidades em postagens, e em breve os vídeos voltarão com conteúdo reformulado.
grande abraço,
Bruno Balan

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Metodologia #34


MÉTODO: ACENTOS RÍTMICOS BRASILEIROS

AUTOR: CÁSSIO CUNHA

ASSUNTO PRINCIPAL: SÉRIE DE EXERCÍCIOS, RUDIMENTOS, RITMOS E GROOVES PARA DESENVOLVER A INDEPÊNDENCIA E DESENVOLTURA NOS MAIS DE 39 RITMOS BRASILEIROS APRESENTADOS

APLICAÇÕES BÁSICAS: MÉTODO PARA BATERIA, PERCUSSÃO E PERCUTERIA


PARA EXPLORAR MAIS E MELHOR CADA MATERIAL DIDÁTICO, CONSULTE SEMPRE UM PROFESSOR

sábado, 26 de novembro de 2011

Site

O grande baterista Sergio Gomes nos brinda com dicas, vídeos, áudios, histórias do mundo da música e partituras em seu blog:

www.sergiogomesbateria.blogspot.com

conteúdo de classe, visitem!!

abraço,

Bruno Balan

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Metodologia #20


MÉTODO: BY DESIGN

AUTOR: BILLY COBHAM

ASSUNTO PRINCIPAL: MÚSICAS COMPOSTAS POR BILLY COBHAM COM AS BATERIAS TODA TRANSCRITAS. PARA TOCAR JUNTO, COM OU SEM A BATERIA NO ÁUDIO (PLAY-ALONG)

APLICAÇÕES BÁSICAS: MÉTODO PARA BATERIA


PARA EXPLORAR MAIS E MELHOR CADA MATERIAL DIDÁTICO, CONSULTE SEMPRE UM PROFESSOR.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ritmos de Mali para Bateria - Bruno Balan



Olá galera! O vídeo 17 está no ar!

TEMA - Ritmos Africanos (Mali) para Bateria.

Trago especificamente grooves da fusão dos ritmos africanos com a música pop, muito comum na música popular de Mali. Grooves em 4/4, 2/4 e 9/8.

sábado, 1 de outubro de 2011

terça-feira, 14 de junho de 2011

Ritmos Afro-Brasileiros - Cabula


Vídeo 12 no ar!

TEMA - Aplicação do Ritmos Cabula para Bateria

Um dos ritmos que compões o universo afro-brasileiro, originários dos instrumentos: atabaques e agogô. Essa aplicação para bateria faz parte da matéria que fiz para a Revista Modern Drummer Brasil, em março de 2009. Lá você encontrará além das transcrições dos ritmos, um pequeno histórico e descrição dos ritmos por aqui postados.